top of page

De Olinda às bienais: Liny Douglas transforma nostalgia, anjos e anti-heróis em romantasia

Foto do escritor: Eric Rudhiery
Eric Rudhiery
há 6 dias
5 min de leitura

Autora de “Um Grão de Maldade” conta como uma história amadurecida por anos virou livro, esgotou exemplares em eventos literários e ganhou uma nova fase em 2026.


Por Auctoritas Notícias | Material de entrevista enviado pela autora e sua assessoria


Liny Douglas, autora de “Um Grão de Maldade”. Foto: divulgação / Assessoria Liny Douglas
Liny Douglas, autora de “Um Grão de Maldade”. Foto: divulgação / Assessoria Liny Douglas

Olinda (PE) é o endereço de uma autora que encontrou na fantasia romântica um espaço para unir memória de leitura, personagens moralmente ambíguos e histórias construídas para crescer devagar diante do leitor. Liny Douglas, autora de “Um Grão de Maldade”, transformou uma ideia que permaneceu por anos em sua cabeça em um livro que ganhou leitores, esgotou exemplares em bienais e agora entra em uma nova fase editorial.


À Auctoritas Notícias, Liny falou sobre o momento em que decidiu finalmente escrever a história de Sienna, a relação de sua obra com a romantasia que lia antes de o gênero ganhar esse nome, a recepção do público e os próximos passos de sua carreira. A autora também comentou a reformulação da obra de estreia e antecipou, sem revelar os detalhes ainda mantidos em segredo, o que os leitores podem esperar de sua próxima fantasia.


Antes de se tornar livro, “Um Grão de Maldade” foi, durante muito tempo, uma ideia incompleta. Liny explica que conhecia a protagonista e entendia o que aquela personagem precisava representar, mas ainda faltavam elementos para que a narrativa pudesse ser construída por inteiro.


“A história da Sienna morou na minha cabeça por anos, mas foi só em 2023 que ela começou a martelar incessantemente e não me deu trégua até eu sentar e começar a escrevê-la. Antes, eu sabia quem era essa protagonista e o que ela precisava mostrar ao mundo, mas havia muitas peças perdidas do quebra-cabeça, até que um dia eu acordei e tinha todas as dúvidas resolvidas. Não adiantava mais fugir: faltava, literalmente, só escrever e dar os primeiros passos no que se tornaria meu livro de estreia.”


A autora associa parte da identidade de seu trabalho às histórias que fizeram parte de sua formação como leitora. Para ela, “Um Grão de Maldade” carrega uma espécie de nostalgia geracional: fantasia e romance já caminhavam juntos muito antes de “romantasia” se consolidar como um rótulo editorial amplamente usado.


“Gosto de pensar que esse meu primeiro livro traz um senso de nostalgia que funciona bem na minha geração. Cresci lendo histórias onde a fantasia e o romance andavam de mãos dadas, numa época em que o termo “romantasia” nem sonhava em existir, e antes mesmo dos féericos e dos dragões que hoje dominam as paradas do BookTok, havia os anjos.”


Segundo Liny, a escolha por trabalhar com anjos e demônios também produz uma identificação imediata entre leitoras que viveram esse período da literatura fantástica. A resposta, diz ela, aparece até em reações simples.

“Hoje, dizer que escrevi uma história com anjos e demônios me rende sorrisos automáticos de leitoras saudosas, e como autora, um sorriso é motivação mais do que suficiente para continuar o trabalho.”


A autora vive em Olinda e mantém contato frequente com leitores pelas redes sociais. Foto: divulgação / Assessoria Liny Douglas.
A autora vive em Olinda e mantém contato frequente com leitores pelas redes sociais. Foto: divulgação / Assessoria Liny Douglas.

O crescimento nas redes sociais ganhou outra dimensão quando Liny participou presencialmente de eventos literários. Sua primeira experiência como autora em um grande evento ocorreu na Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, em 2025. Ela levou seu próprio estoque, sem a presença da editora, e viu os exemplares acabarem em apenas dois dias.


“Antes disso, houve um trabalho hercúleo nas redes sociais para divulgar minha participação, e apesar de ver os números crescendo na tela, ver isso se transformando em pessoas de carne e osso aparecendo para comprar o livro e garantir um autógrafo foi uma das sensações mais malucas e empolgantes que já vivi.”


A experiência voltou a se repetir em 2026, na Bienal do Livro de São Paulo. Para a autora, o planejamento e a divulgação criam expectativa, mas não eliminam o impacto de encontrar leitores durante horas de autógrafos.


“Nós sempre fazemos um trabalho massivo e criamos expectativas, claro, mas nada prepara um autor para passar horas a fio autografando e recebendo o carinho de seus leitores. É simplesmente mágico e acho que nunca vai perder a graça para mim!”


A trajetória do livro também mudou editorialmente. Na primeira edição, publicada pela Editora Morgana, a história havia sido estruturada para funcionar como uma duologia. No início de 2026, porém, os planos foram alterados. A nova edição, pela Cabana Vermelha, passou a reunir também capítulos inéditos que concluem a história de Sienna e Kai.


“Agora, a nova edição, embora não tenha passado por mudanças no material que já existia, tem novos capítulos que formam o desfecho da história da Sienna e do Kai. Quem já leu a primeira edição pode simplesmente retomar a leitura a partir dos novos capítulos e descobrir o que o destino preparou para os nossos queridos protagonistas.”


Com isso, a nova publicação não apaga a experiência de quem acompanhou a primeira edição. Ao contrário: a autora indica que os leitores anteriores podem avançar diretamente para o conteúdo novo e acompanhar o encerramento preparado para os protagonistas.

Liny Douglas afirma que anti-heróis aparecem com frequência em suas histórias. Foto: divulgação / Assessoria Liny Douglas.
Liny Douglas afirma que anti-heróis aparecem com frequência em suas histórias. Foto: divulgação / Assessoria Liny Douglas.

Enquanto “Um Grão de Maldade” vive essa nova etapa, Liny já anunciou outro projeto de fantasia. Os detalhes seguem guardados, em parte por estratégia de lançamento.

Questionada sobre o que poderia adiantar, a autora brincou com a expectativa das leitoras e estabeleceu três elementos que considera quase uma assinatura do próprio trabalho.


“Há um motivo pelo qual estamos mantendo o suspense, e acredite: não é por prazer em ver minhas leitoras sofrendo! (risos)”


“Mas o que posso adiantar sem tomar uma bronca do meu agente literário é que, de mim, deve-se sempre esperar três coisas: uma história de aquecer o coração, um homem completamente rendido pela mulher que ama e um romance construído lenta e cuidadosamente para fazer vocês se apaixonarem junto com o casal. Em breve poderei contar mais detalhes, mas prometo que a espera vai valer a pena.”




Quem é Liny Douglas?

Liny Douglas cresceu lendo romantasias, vive em Olinda com a irmã, três gatos e um yorkie e se define como uma autora obcecada por anti-heróis, figuras que procura inserir de diferentes maneiras em suas histórias. Sua obra de estreia, “Um Grão de Maldade”, esgotou exemplares durante a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, em 2025, e voltou a registrar esgotamento na Bienal do Livro de São Paulo, em 2026, segundo informações encaminhadas por sua assessoria.


A autora concentra sua presença digital principalmente no Instagram e no TikTok, onde compartilha novidades sobre livros, lançamentos e interage com leitores. “Um Grão de Maldade” está disponível em formato físico pelo site da Editora Cabana Vermelha e em formato digital na Amazon.



Instagram: @linydouglas — https://www.instagram.com/linydouglas

TikTok: @autora.liny — www.tiktok.com/@autora.liny

Livro: “Um Grão de Maldade” — edição física pela Cabana Vermelha e edição digital pela Amazon.


Entrevista concedida ao Auctoritas Notícias por e-mail. Texto elaborado a partir das respostas enviadas pela autora e por sua assessoria, com preservação do conteúdo e das declarações.


Editado e revisado pelo diretor de Marketing Eric Rudhiery Albuquerque.



 
 
 

Comentários


Fale com a gente: auctoritasms@gmail.com
67 9 9214-3538

Campo Grande - Mato Grosso do Sul

Anúncios e Parcerias

2026 Auctoritas Notícias      Todos os direitos reservados
bottom of page