Xiaomi lança chip próprio de 3 nm e avança na disputa tecnológica com Apple e Samsung
- Eric Rudhiery
- há 5 horas
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A Xiaomi apresentou nesta segunda-feira (24) uma nova geração de seu processador próprio para smartphones, o Xring O3, ampliando a estratégia da empresa chinesa de reduzir a dependência de fornecedores externos de chips e ganhar mais controle sobre componentes considerados estratégicos.
Segundo informações da Reuters, o novo processador será fabricado pela TSMC, maior fabricante de semicondutores sob encomenda do mundo, utilizando tecnologia de 3 nanômetros.
O Xring O3 deverá equipar um futuro smartphone dobrável topo de linha da Xiaomi. De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, a expectativa inicial é de produção entre 200 mil e 300 mil unidades do novo chip.
A movimentação coloca a Xiaomi mais próxima de uma estratégia já adotada por gigantes como Apple, Samsung e Huawei, que investem no desenvolvimento de processadores próprios para seus principais dispositivos.
A Xiaomi é atualmente a terceira maior fabricante mundial de smartphones e vem buscando ampliar sua presença no segmento premium, especialmente em aparelhos dobráveis, inteligência artificial e dispositivos conectados.
O novo processador chega aproximadamente um ano depois do lançamento do Xring O1, primeiro chip próprio da companhia voltado a smartphones. Segundo a Xiaomi, mais de 1 milhão de dispositivos equipados com o O1 já foram enviados ao mercado, incluindo celulares, tablets e relógios inteligentes.
Além do Xring O3, a empresa também anunciou outros dois processadores. O Xring O100, produzido em tecnologia de 6 nanômetros, será direcionado ao processamento de inteligência artificial ligado ao modelo MiMo. Já o Xring D100, também de 3 nanômetros, foi desenvolvido para aplicações em direção autônoma. Os dois devem chegar ao uso comercial em 2027.
A aposta em chips próprios faz parte de uma tendência crescente entre fabricantes de eletrônicos. Ao controlar o desenvolvimento do processador, as empresas conseguem integrar melhor hardware e software, otimizar desempenho, consumo de energia, câmeras e recursos de inteligência artificial.
Para a Xiaomi, a estratégia também reduz a exposição a fornecedores tradicionais como Qualcomm e MediaTek, responsáveis por grande parte dos processadores utilizados atualmente em smartphones Android.
A parceria com a TSMC, porém, também evidencia a importância da fabricante taiwanesa para a indústria global de semicondutores avançados. A empresa domina boa parte da produção dos chips mais modernos utilizados em celulares, inteligência artificial e computação de alto desempenho.
Com o Xring O3, a Xiaomi reforça sua intenção de deixar de ser apenas uma fabricante de dispositivos e passar a controlar uma parcela maior da tecnologia que equipa seus próprios produtos.
Fonte: Reuters



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