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Anvisa manda apreender lotes falsificados de Mounjaro e faz alerta sobre risco à saúde

  • Foto do escritor: Giovana Cáceres
    Giovana Cáceres
  • 10 de jul.
  • 2 min de leitura

Agência também proibiu a venda de produtos comercializados como "Ozempic Natural" e "Mounjaro Natural" por empresas sem autorização de funcionamento



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (10), a apreensão e a proibição da comercialização, distribuição e uso de quatro lotes falsificados do medicamento Mounjaro (tirzepatida), utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e amplamente procurado por pessoas em busca de perda de peso. A medida busca proteger os consumidores diante da circulação de produtos que apresentam irregularidades e podem representar riscos à saúde.


Segundo a Anvisa, o alerta partiu da própria farmacêutica Eli Lilly, fabricante do medicamento, que identificou no mercado brasileiro unidades com características diferentes do padrão original de fabricação.

Os lotes atingidos pela determinação são o 855044, do Mounjaro 10 mg, e os lotes D880403, MJR 257 e D854901, da versão de 15 mg.


De acordo com a agência, foram encontradas diversas inconsistências que confirmam a falsificação dos produtos. Entre elas, numerações de lotes que não existem nos registros da fabricante, falhas nos sistemas de rastreabilidade e números de série incompatíveis com as embalagens.


Em um dos casos, referente ao lote D880403, os falsificadores cometeram até mesmo um erro de grafia na embalagem, utilizando a palavra "soluction" em vez da forma correta em inglês, "solution". Além disso, o dispositivo aplicador não correspondia ao modelo utilizado nas canetas injetoras originais fabricadas pela Eli Lilly.


A Anvisa orienta que consumidores verifiquem cuidadosamente a procedência do medicamento e adquiram o produto apenas em farmácias e estabelecimentos regularizados. Em caso de suspeita de falsificação, a recomendação é interromper imediatamente o uso e comunicar o fato à Vigilância Sanitária.


Além da ação contra os lotes falsificados de Mounjaro, a agência também proibiu a fabricação, comercialização, distribuição e divulgação de diversos produtos vendidos como alternativas "naturais" para emagrecimento.


Entre eles estão itens da empresa PSM Pennaforte Produtos Naturais Ltda., de Fortaleza, que comercializava produtos com nomes como "Mounjaro Natumix" e "Ozempic Natural Natumix", além de suplementos à base de Tribulus Terrestris, Maca Peruana, Amora Branca, Sucupira e Ora-pro-nóbis.


Segundo a Anvisa, a empresa não possuía Autorização de Funcionamento (AFE), requisito obrigatório para fabricar esse tipo de produto no Brasil.

A agência também determinou a retirada do mercado de produtos das empresas Bálsamos Je's Suplemento Natural Ltda., responsável por itens como Calm Je's, Lipo Je's e Milagroso, além do suplemento Mega Viril Lótus Nutri, fabricado pela Muwiz Indústria e Laboratório Ltda.


Até o momento, as empresas citadas não haviam se manifestado sobre a decisão da Anvisa. A orientação do órgão regulador é que consumidores evitem adquirir medicamentos e suplementos de origem desconhecida, especialmente aqueles comercializados pela internet ou sem registro sanitário, reduzindo os riscos de intoxicações, efeitos adversos e fraudes.

 
 
 

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