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Capacitação em captação de recursos mobiliza lideranças e fortalece o terceiro setor em Campo Grande.

  • Foto do escritor: Giovana Cáceres
    Giovana Cáceres
  • 4 de mai.
  • 3 min de leitura

Evento na Câmara Municipal reúne organizações sociais e apresenta estratégias práticas para tirar projetos do papel e ampliar impacto nas comunidades.



A manhã desta segunda-feira (04) começou diferente na Câmara Municipal de Campo Grande. Entre histórias, expectativas e a vontade de fazer mais, centenas de lideranças sociais ocuparam o plenário em busca de um objetivo comum: aprender como tirar projetos do papel e garantir que eles continuem impactando vidas.


A 2ª edição da Palestra de Capacitação em Captação de Recursos – OSC Organizada, promovida pelo vereador Herculano Borges, reuniu representantes de organizações sociais, igrejas, associações e iniciativas comunitárias de diferentes regiões do estado.


Mais do que uma capacitação, o encontro se transformou em um espaço de troca, aprendizado e, principalmente, de construção de caminhos para quem atua diretamente nas comunidades e vive essa realidade.


Entre os participantes, histórias como a de José Morales mostram o quanto esse conhecimento faz diferença na prática.


Membro da Associação de Venezuelanos em Campo Grande, ele relata que a dificuldade em acessar oportunidades era uma barreira constante.


“A gente tinha dificuldade de preparar projetos para participar dos editais. Não sabia por onde começar. Agora conseguimos entender como estruturar melhor, atualizar o estatuto e fazer uma participação mais competitiva”, afirma.


A fala reflete um cenário comum no terceiro setor: iniciativas relevantes, mas que enfrentam limitações por falta de orientação técnica. Essa percepção também é compartilhada por quem atua diretamente na área social.


Assistente social do Instituto Luther King, Flávia Kelly destaca que a falta de ferramentas adequadas compromete o funcionamento das organizações.


“Nem sempre temos as ferramentas corretas e eficazes para buscar recursos. As organizações dependem dessas verbas para existir. Sem isso, se cria um colapso e não é possível manter a qualidade do serviço. E essa qualidade é essencial, porque a população precisa dessas instituições”, explica.

Segundo ela, o papel das organizações da sociedade civil é amplo e essencial. “A OSC atende crianças, adolescentes, idosos. São projetos fundamentais para as comunidades, que muitas vezes não teriam outro suporte”, completa.

A formação foi conduzida pela especialista Jana Santos, referência nacional em captação de recursos, ao mostrar o que muda quando há método.


Com uma abordagem prática, ela destacou que o principal desafio não está na falta de boas ideias, mas na ausência de estrutura.


“A maioria das organizações ainda opera no modo sobrevivência, não no modo estratégia. Captação não é pedir dinheiro é posicionamento, clareza e estrutura”, explicou.


Durante o encontro, os participantes aprenderam desde a elaboração de projetos com apoio de ferramentas digitais até a aplicação do Marco Regulatório das OSCs e a importância da atualização dos estatutos. “Quem saiu daqui hoje já sabe o que fazer. Esse é o diferencial: não é só teoria, é prática aplicada”, reforçou.


Para quem já atua há anos na linha de frente, o aprendizado representa um avanço importante e o impacto reflete diretamente nas comunidades.


É o caso de Jairo César, fundador do Instituto Bola de Ouro, que há mais de duas décadas atende crianças e adolescentes no bairro Tiradentes.


Com mais de 3 mil jovens já impactados pelo projeto, ele destaca a necessidade de evoluir na gestão.


“A gente sempre teve prática, mas precisava de mais conhecimento técnico. O curso ajuda justamente nisso: organizar melhor o projeto, entender como captar recursos e crescer com mais segurança”, afirma.


A iniciativa também reforça o papel do poder público no fortalecimento do terceiro setor. Para o vereador Herculano Borges, o evento representa um avanço no fortalecimento do terceiro setor em Campo Grande e no estado.


“É um marco para o terceiro setor. Reunimos lideranças de vários municípios e entregamos conhecimento essencial: legislação, formatação de projetos, captação de recursos e prestação de contas”, destacou.


Ele reforça que a transformação passa pela organização. “Quem faz o bem precisa mais do que vontade. Precisa de planejamento, estrutura e autonomia para crescer”, afirmou.


Segundo o vereador, apoiar essas iniciativas é fundamental para ampliar o alcance das políticas sociais. “O terceiro setor chega onde muitas vezes o poder público não chega. Por isso, nosso compromisso é fortalecer quem está na ponta, transformando vidas todos os dias”, conclui.


 
 
 

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