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Eleições 2026: de “Bolsonaro da Shopee” a “Zé Ninguém”, nomes de urna chamam atenção pelo Brasil

  • Foto do escritor: Eric Rudhiery
    Eric Rudhiery
  • há 7 dias
  • 2 min de leitura

Sósias, bordões e apelidos pouco convencionais aparecem entre os registros apresentados à Justiça Eleitoral para a disputa deste ano


As Eleições de 2026 começaram oficialmente a ganhar as ruas e as redes sociais e, além das grandes disputas nacionais, uma característica tradicional da política brasileira voltou a chamar atenção: os nomes de urna pouco convencionais.


Entre os registros está “Bolsonaro da Shopee”, nome utilizado pelo pecuarista Vilmar Rigo, candidato a deputado federal pelo Novo em Mato Grosso. O apelido surgiu devido à semelhança física com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em Minas Gerais, o piloto Plínio Vicentin Junior concorre a deputado federal pelo Novo como “Plínio Trump”, em referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.


Goiás também tem sua versão de uma personalidade internacional. O carpinteiro e marceneiro Walcy Calixto Vieira disputa uma vaga de deputado estadual pelo PT utilizando “Walcy Vieira, Mick Jagger”. Ele é conhecido pela semelhança com o vocalista dos Rolling Stones e já utilizou o nome em eleições anteriores.


Até nomes consagrados da televisão aparecem nas urnas, embora não sejam os próprios artistas. Em Sergipe, Liberato Ferreira Antão concorre a deputado estadual pelo Avante como “Gugu Liberato”. Em Minas Gerais, o bombeiro civil Geraldo Faustão Viana Nicodemos disputa uma vaga de deputado estadual pelo PP usando “Faustão”, que, neste caso, também integra seu nome civil.


No Amazonas, Milton Rogério Moreira Pinto, militar reformado, concorre ao Senado com o nome “Xuxa do Amazonas”. No mesmo estado aparece ainda “Pai Amado”, nome utilizado por Carlos Alberto Brito D'Avila, candidato a deputado estadual pelo Avante.


A criatividade continua em outros estados. No Piauí, Francisco das Chagas Costa Oliveira concorre como “Quem Quem”. No Paraná, o caminhoneiro Marcelo da Rosa busca uma vaga de deputado federal usando simplesmente “Solitário”. Em São Paulo, a jornalista Vanessa Santana Mãe Leoa disputa uma vaga de deputada estadual como “Vanessa Mãe Leoa”.


No Rio de Janeiro aparecem dois dos nomes que mais chamam atenção: “Keila Acaba Não Mundão”, utilizado por Keila Gomes Prado, candidata a deputada federal pelo PL, e “Zé Ninguém”, nome adotado por Emerson Cruz de Oliveira, candidato a deputado federal pelo Mobiliza. Apesar do apelido, Zé Ninguém já possui um histórico de diversas participações em eleições anteriores.


A lista inclui ainda “Deusa do Cras”, candidata a deputada estadual no Ceará; “Gordinho do Momento”, candidato a deputado federal na Bahia; e “Edmar Trezoitão”, candidato a deputado federal por Pernambuco.


Os nomes podem parecer incomuns, mas há regras. A legislação eleitoral permite que candidatos utilizem prenome, sobrenome, cognome, nome abreviado ou apelido pelo qual sejam conhecidos. O nome para a urna pode ter até 30 caracteres e não pode gerar dúvida sobre a identidade do candidato, atentar contra o pudor ou ser considerado ridículo ou irreverente pela Justiça Eleitoral.


Com mais de 20 mil candidaturas apresentadas em todo o país, a disputa de 2026 mostra que, além das propostas e dos partidos, ser lembrado pelo eleitor continua sendo parte importante da estratégia eleitoral.





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