Estados Unidos suspendem vistos de imigração e colocam Brasil entre países atingidos.
- Giovana Cáceres

- 15 de jan.
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Governo norte-americano cita risco de “encargo público” e endurece regras em meio a crise política e protestos internos.

O governo dos Estados Unidos anunciou a suspensão temporária do processamento de vistos de imigração para países cujos migrantes, segundo avaliação oficial, apresentam altos índices de utilização de benefícios sociais.
A medida foi comunicada pelo Departamento de Estado e tem como justificativa central evitar que novos imigrantes se tornem um “encargo público” para o sistema norte-americano.
O congelamento permanecerá em vigor por tempo indeterminado, até que sejam adotados mecanismos mais rigorosos de triagem e verificação dos solicitantes.
A decisão ocorre em um momento de forte tensão política e social no país, especialmente no estado de Minnesota, onde a atuação da polícia de imigração resultou em protestos após a morte de uma cidadã americana durante uma operação.
Desde então, manifestações se espalharam por diversas cidades, enquanto o governo federal intensificou o discurso contra comunidades de imigrantes, com foco maior em estados governados pelo Partido Democrata.
Embora a Casa Branca ainda não tenha divulgado oficialmente a lista completa dos países afetados, a Fox News informou que o Brasil está entre as nações atingidas pela suspensão. A informação foi confirmada publicamente pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, conferindo caráter oficial à divulgação.
Segundo a emissora, a medida deve entrar em vigor a partir de 21 de janeiro e não há previsão de retomada do processamento dos vistos.
De acordo com um memorando interno do Departamento de Estado citado pela Fox News, funcionários de embaixadas e consulados foram orientados a interromper a concessão de vistos de imigração enquanto o governo revisa seus critérios de análise.
O documento aponta que fatores como idade, estado de saúde, domínio da língua inglesa, situação financeira e até a possibilidade de necessidade de cuidados médicos de longo prazo poderão ser considerados para a negativa de pedidos.
Além do Brasil, países como Iraque, Egito, Haiti, Eritreia e Iêmen também estariam incluídos na lista, com a orientação explícita de evitar a entrada de pessoas consideradas mais propensas a depender de benefícios públicos.
A medida reforça uma linha mais dura da política migratória, priorizando critérios econômicos e de autossuficiência financeira.
No campo político, o presidente Donald Trump voltou a criticar duramente comunidades de imigrantes em Minnesota, com ataques diretos à comunidade somali, acusada por ele de envolvimento em fraudes em programas sociais.
O governador do estado, Tim Walz, reagiu afirmando que o endurecimento das medidas representa uma retaliação política, já que Minnesota votou contra Trump em eleições anteriores.
Até o momento, o Itamaraty não se pronunciou oficialmente sobre os impactos da decisão para cidadãos brasileiros que pretendem imigrar legalmente para os Estados Unidos. A Embaixada norte-americana em Brasília também não divulgou esclarecimentos adicionais, deixando milhares de solicitantes em um cenário de incerteza quanto aos próximos passos do processo migratório.




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