Justiça mantém prisão de apontados como líderes da Operação Gutenberg em Mato Grosso do Sul.
- Giovana Cáceres

- 6 de ago.
- 2 min de leitura
Empresária Rossana Paroschi Jafar e ex-prefeito de Fátima do Sul tiveram pedidos de liberdade negados; decisões apontam risco de reiteração criminosa.

A Justiça de Mato Grosso do Sul negou novos pedidos de liberdade apresentados por investigados na Operação Gutenberg. As decisões mantêm presos a empresária Rossana Paroschi Jafar, apontada pelo Ministério Público como líder do suposto esquema criminoso, e o ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior.
No caso de Rossana, a defesa solicitou a concessão de liberdade provisória, com ou sem pagamento de fiança, alegando que a denúncia já havia sido apresentada e que não haveria mais necessidade da prisão cautelar.
Ao analisar o pedido, o juiz Deyvis Ecco, da 2ª Vara Criminal, entendeu que a manutenção da prisão preventiva continua sendo necessária para preservar a ordem pública e evitar a prática de novos crimes.
Na decisão, o magistrado afirmou que medidas cautelares alternativas não seriam suficientes para atingir esse objetivo e destacou que a legislação impede a concessão de fiança quando estão presentes os requisitos da prisão preventiva.
Antes da decisão judicial, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul também se manifestou pela manutenção da prisão da empresária.
Rossana Paroschi Jafar, de 54 anos, está custodiada no Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, em Campo Grande.
Esta é a segunda vez que ela é alvo de uma operação de combate à corrupção.
Anteriormente, seu nome também foi citado nas investigações da Operação Lama Asfáltica.
A Justiça também indeferiu o pedido de liberdade do ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Juninho Vasconcelos.
Antes de ser preso, ele exercia a função de assessor parlamentar no gabinete do deputado estadual Jamilson Name (PP).
Após a operação, foi exonerado do cargo e também afastado da função de escrivão da Polícia Civil.
De acordo com as investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o ex-prefeito teria atuado como intermediador nas negociações entre a Editora Avante e municípios de Mato Grosso do Sul.
A Operação Gutenberg apura um suposto esquema de fraudes envolvendo contratos públicos na área da educação.
As investigações seguem em andamento, e os acusados terão oportunidade de apresentar suas defesas ao longo da tramitação do processo.



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