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Lula terá 5min31s na TV; Zema e Renan Santos ficam sem tempo no horário eleitoral

  • Foto do escritor: Eric Rudhiery
    Eric Rudhiery
  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, terá o maior tempo de propaganda eleitoral gratuita na televisão entre os candidatos à Presidência da República em 2026.


Segundo o plano de mídia aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a coligação de Lula terá 5 minutos e 31 segundos por bloco destinado à eleição presidencial.


O segundo maior tempo será de Flávio Bolsonaro, do PL, com 4 minutos e 20 segundos. Ronaldo Caiado, candidato pelo PSD, terá 2 minutos e 2 segundos, enquanto Augusto Cury, do Avante, contará com apenas 35 segundos.


Romeu Zema, do Novo, e Renan Santos, do Missão, não terão direito a tempo no bloco da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.


A divisão é calculada principalmente a partir da representação dos partidos na Câmara dos Deputados e das regras de desempenho partidário previstas na legislação eleitoral.


Na prática, isso significa que candidatos de legendas com bancadas maiores conseguem muito mais exposição no horário eleitoral, enquanto partidos menores podem ficar completamente fora dos blocos tradicionais de propaganda.


A coligação de Lula, chamada Brasil Pronto para Mais, reúne PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, PSOL e Rede. O tamanho conjunto das bancadas dessas siglas garante ao presidente a maior fatia do horário eleitoral.


Além dos blocos fixos, a Justiça Eleitoral também distribuiu inserções de propaganda de 30 segundos ao longo da programação das emissoras.


A coligação de Lula terá 433 inserções, enquanto o PL ficará com 339. O PSD terá 159 e o Avante, 47.


A propaganda eleitoral gratuita começa nesta sexta-feira (28) e seguirá até 1º de outubro.


A diferença de exposição entre os candidatos deve se tornar um dos pontos de debate da campanha. Enquanto os partidos maiores defendem que a regra respeita a representatividade conquistada nas eleições legislativas, candidatos de legendas menores enfrentam o desafio de depender principalmente das redes sociais, entrevistas, debates e ações presenciais para alcançar o eleitor.


O caso de Zema e Renan Santos também reacende uma discussão recorrente nas eleições brasileiras: até que ponto o tamanho das bancadas partidárias deve determinar a quantidade de exposição que cada candidato à Presidência recebe nos meios de comunicação tradicionais.


Com mais de cinco minutos disponíveis, Lula terá uma vantagem expressiva para apresentar propostas, responder a adversários e construir sua narrativa eleitoral diante de milhões de eleitores.


Já candidatos sem espaço no horário gratuito precisarão buscar visibilidade fora da televisão tradicional em uma campanha cada vez mais disputada também no ambiente digital.




Fonte: Tribunal Superior Eleitoral

 
 
 

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