top of page

Mais da metade dos adolescentes brasileiros já bebeu; meninas lideram consumo, aponta IBGE

  • Foto do escritor: Eric Rudhiery
    Eric Rudhiery
  • 16 de ago.
  • 2 min de leitura

Pesquisa nacional mostra queda no consumo de álcool e drogas ilícitas, mas revela que 53,6% dos estudantes de 13 a 17 anos já experimentaram bebida alcoólica. Entre jovens de 16 e 17 anos, proporção chega a dois em cada três.


Mais da metade dos adolescentes brasileiros entre 13 e 17 anos já experimentou bebida alcoólica. O dado mais recente da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2024), divulgada pelo IBGE, mostra que 53,6% dos estudantes nessa faixa etária já beberam alguma vez.


O percentual aumenta rapidamente com a idade. Entre estudantes de 13 a 15 anos, 46,4% já tiveram contato com álcool. Entre aqueles de 16 e 17 anos, o índice sobe para 66,3%, praticamente dois em cada três adolescentes.


Embora os números tenham diminuído em relação a 2019, o consumo continua expressivo. Cerca de 20,4% dos estudantes disseram ter bebido nos 30 dias anteriores à pesquisa.


Um dos dados que mais chama atenção está na diferença entre os sexos.


Entre as meninas, 57,5% já experimentaram bebida alcoólica, contra 49,7% entre os meninos. No consumo recente, elas também aparecem à frente: 23,5% contra 17,2%.


O mesmo acontece no indicador de consumo abusivo: 24,2% das meninas e 17,7% dos meninos relataram esse padrão. Apesar disso, ambos os percentuais caíram em comparação com a pesquisa anterior.


Drogas ilícitas caem, mas ainda alcançam milhares de estudantes


A pesquisa traz uma notícia positiva em relação às drogas ilícitas.


A parcela de adolescentes que afirmou já ter experimentado substâncias ilícitas caiu de 13% em 2019 para 8,3% em 2024. O consumo nos 30 dias anteriores à pesquisa também diminuiu, passando de 5,1% para 3,1%.


Também houve redução no contato precoce. A proporção de estudantes que havia experimentado drogas até os 13 anos caiu de 4,3% para 2,7%.


Mesmo com a melhora, os dados mostram que álcool e outras drogas continuam presentes durante uma etapa sensível do desenvolvimento. O Ministério da Saúde alerta que o consumo precoce pode comprometer o desenvolvimento cerebral, prejudicar aprendizagem e memória e aumentar a exposição a comportamentos de risco.


No Brasil, vender, fornecer, servir ou entregar bebida alcoólica a crianças e adolescentes é crime, inclusive quando a entrega ocorre gratuitamente. A legislação prevê pena de dois a quatro anos de detenção e multa; desde alteração feita em 2025, a pena pode ser aumentada se o menor efetivamente consumir o produto.


O contraste é evidente: embora a legislação proíba o fornecimento, mais de metade dos estudantes brasileiros de 13 a 17 anos já teve contato com álcool.


A PeNSE 2024 mostra melhora em diversos indicadores, mas também aponta que o desafio está longe de desaparecer. As drogas ilícitas recuaram e o consumo de álcool diminuiu em relação a 2019, porém a bebida continua presente na rotina de uma parcela significativa dos adolescentes.


Mais do que perguntar apenas quantos jovens estão bebendo, os dados abrem outra questão: como o álcool continua chegando tão facilmente a quem, pela lei, ainda não deveria ter acesso a ele?

 
 
 

Comentários


Fale com a gente: auctoritasms@gmail.com
67 9 9214-3538

Campo Grande - Mato Grosso do Sul

Anúncios e Parcerias

2026 Auctoritas Notícias      Todos os direitos reservados
bottom of page