Mensagens analisadas pela PF ampliam questionamentos sobre relação entre Moraes e Daniel Vorcaro
- Eric Rudhiery
- há 1 dia
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Novas informações divulgadas nesta terça-feira (1º) ampliaram a repercussão política e jurídica em torno da relação entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Documentos e mensagens encontrados no celular de Vorcaro foram analisados pela Polícia Federal e tornados públicos após decisão do ministro André Mendonça, relator de investigações relacionadas ao caso Master no Supremo.
Segundo o relatório da PF, Vorcaro teria procurado Moraes em diferentes momentos enquanto aumentava a pressão de autoridades sobre o Banco Master. As mensagens recuperadas mostram o banqueiro demonstrando preocupação com possíveis operações policiais e pedindo ajuda para tentar evitar ou adiar medidas contra ele.
Em uma das mensagens atribuídas a Vorcaro, enviada dois dias antes de sua prisão em novembro de 2025, o banqueiro questionou se deveria estar fora do Brasil na segunda-feira seguinte.
Vorcaro acabou preso pela Polícia Federal em 17 de novembro de 2025, quando se preparava para embarcar em um jato particular.
O relatório também aponta registros de encontros entre Vorcaro e Moraes. Segundo as informações divulgadas, os dois teriam se encontrado pelo menos seis vezes desde o fim de 2023.
Outro ponto que ganhou repercussão envolve um contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O acordo previa valores que poderiam chegar a cerca de R$ 131 milhões.
Metadados de uma minuta encontrada no celular de Vorcaro apontam que um arquivo relacionado ao contrato foi editado por usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”. O escritório afirmou que Moraes teria sido consultado para verificar a existência de eventuais impedimentos legais à contratação.
As mensagens analisadas pela PF também registram pedidos de Vorcaro para que fossem acionados o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Até o momento, não há indicação de que Rodrigues ou Gonet tenham realizado as intervenções solicitadas por Vorcaro.
A divulgação do material também desencadeou um conflito jurídico dentro das instituições. Gonet pediu a nulidade da decisão que determinou a produção do relatório, argumentando que a apuração sobre um ministro do Supremo não poderia ter sido determinada daquela forma.
Moraes ainda não havia apresentado manifestação sobre todas as novas informações divulgadas nesta terça-feira.
O episódio já provocou forte repercussão no Congresso e entre integrantes do meio político, enquanto o conteúdo do relatório deve continuar sendo analisado pelo Supremo Tribunal Federal e pela Procuradoria-Geral da República.



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