top of page

12 de agosto: há 35 anos, Metallica lançava o Black Album e mudava a história do heavy metal

  • Foto do escritor: Eric Rudhiery
    Eric Rudhiery
  • 12 de ago.
  • 3 min de leitura

Lançado em 12 de agosto de 1991, disco levou o peso do Metallica a uma audiência mundial, vendeu mais de 35 milhões de cópias e transformou músicas como “Enter Sandman” e “Nothing Else Matters” em clássicos de gerações


Há discos que marcam uma época. Outros atravessam décadas. Em 12 de agosto de 1991, o Metallica lançou um álbum que faria as duas coisas.


Oficialmente intitulado apenas Metallica, o quinto álbum de estúdio da banda ficaria mundialmente conhecido como The Black Album, ou simplesmente Black Album, por causa de sua capa quase inteiramente preta. Nesta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, o trabalho completa 35 anos de lançamento.


O disco representou uma transformação decisiva para uma banda que já ocupava posição central no heavy metal. James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Jason Newsted entraram naquela nova década com uma proposta sonora diferente da complexidade e das longas estruturas que haviam marcado trabalhos anteriores.


Com o produtor Bob Rock, o Metallica buscou um som mais encorpado e arranjos mais diretos. O próprio histórico oficial da banda registra essa mudança de abordagem. As gravações ocorreram entre outubro de 1990 e junho de 1991, principalmente no One on One Recording, em Los Angeles. Bob Rock dividiu a produção com James Hetfield e Lars Ulrich.


O resultado começou com uma introdução que se tornaria instantaneamente reconhecível.


“Enter Sandman” abre o álbum e ajudou a apresentar ao grande público uma nova dimensão do Metallica. Em seguida vieram faixas que se tornariam fundamentais no repertório da banda, entre elas “Sad But True”, “The Unforgiven”, “Wherever I May Roam” e “Nothing Else Matters”. Ao todo, o Black Album possui 12 músicas.


“Nothing Else Matters”, em especial, revelou uma faceta que ultrapassava as fronteiras tradicionais do metal. A canção incorporou orquestração arranjada por Michael Kamen e se tornou uma das composições mais reconhecidas da carreira do grupo.


O álbum chegou ao primeiro lugar da Billboard 200, dando ao Metallica seu primeiro número 1 na principal parada de álbuns dos Estados Unidos. A Recording Academy aponta o disco de 1991 como o trabalho que consolidou a chegada do grupo ao topo das paradas e iniciou uma sequência de álbuns número 1.


Mais de três décadas depois, os números continuam impressionantes. O próprio Metallica informa que o Black Album ultrapassou 35 milhões de cópias vendidas mundialmente. Nos Estados Unidos, a Recording Industry Association of America, a RIAA, atualizou em maio de 2025 a certificação do álbum para 20 milhões de unidades, colocando-o entre os discos de maior certificação da história do mercado norte-americano.


O reconhecimento também chegou ao Grammy. Em 1992, Metallica venceu a categoria de Melhor Performance de Metal com o álbum.


Mas reduzir a importância do Black Album aos números seria contar apenas parte da história.


O disco ampliou radicalmente o alcance do Metallica. Uma banda formada no início dos anos 1980 e identificada com a velocidade e a agressividade do thrash metal passou a ocupar rádios, televisão, grandes arenas e estádios ao redor do planeta sem abandonar a identidade pesada que a havia tornado conhecida.


A mudança não ocorreu sem resistência. Parte dos fãs mais antigos enxergou nos arranjos mais simples e acessíveis uma ruptura com a complexidade de discos como Master of Puppets e ...And Justice for All. O tempo, porém, consolidou o Black Album como um dos trabalhos centrais da história do grupo.


Seu alcance também ajudou a derrubar barreiras entre o heavy metal e o público de massa. Guitarras pesadas, bateria monumental e letras sombrias passaram a dividir espaço nas paradas com alguns dos maiores artistas populares do início dos anos 1990.


O álbum ainda carrega uma estética incomum. A capa praticamente negra exibe discretamente o logotipo do Metallica e a figura de uma serpente. A ausência de cores e elementos chamativos acabou ajudando a produzir uma das imagens mais reconhecíveis do rock.


Trinta e cinco anos depois, as músicas continuam presentes nos shows e na memória de diferentes gerações. “Enter Sandman” permanece como uma das portas de entrada para quem conhece a banda; “Sad But True” preserva sua força pesada; “The Unforgiven” abriu uma sequência conceitual que seria retomada em discos posteriores; e “Nothing Else Matters” ultrapassou as fronteiras do próprio gênero.


O 12 de agosto de 1991 não marcou apenas a chegada de mais um álbum às lojas. Marcou o momento em que o Metallica deixou de ser apenas um gigante do metal para se tornar um dos maiores nomes da música mundial.


Trinta e cinco anos depois, o Black Album continua fazendo exatamente aquilo que fez desde a primeira audição: começa no escuro, aumenta o volume e ocupa todo o espaço ao redor.


Fontes: Metallica, Recording Academy/Grammy, Recording Industry Association of America (RIAA) e Billboard.





Acompanhe o Auctoritas Notícias também nas redes sociais

 
 
 

Comentários


Fale com a gente: auctoritasms@gmail.com
67 9 9214-3538

Campo Grande - Mato Grosso do Sul

Anúncios e Parcerias

2026 Auctoritas Notícias      Todos os direitos reservados
bottom of page