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Aos 57 anos, Rosangela encontra na dança liberdade, autoestima e uma nova forma de expressão

  • Foto do escritor: Eric Rudhiery
    Eric Rudhiery
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

Em entrevista a repórter Catiúsia Albuquerque, do Auctoritas Notícias, Rosangela Monteiro da Silva Santos conta como começou a dançar depois dos 50 e transformou uma antiga paixão em parte importante de sua vida


Rosangela - Arquivo pessoal
Rosangela - Arquivo pessoal

Aos 57 anos, Rosangela Monteiro da Silva Santos encontrou na dança muito mais do que uma atividade física. Encontrou liberdade, novas amizades, confiança e um espaço que considera também uma forma de cuidado emocional.


A música, segundo ela, sempre esteve presente dentro de casa. A vontade de dançar também era antiga, mas ganhou um novo caminho há cerca de um ano e meio, quando encontrou nas redes sociais uma divulgação das aulas de Yordana Dança Cigana e decidiu entrar em contato.


A identificação com a modalidade não aconteceu por acaso. Rosangela explicou à reportagem que já se interessava pela cultura cigana, especialmente pelas músicas, pelos trajes e pela dança. Começar, entretanto, exigiu enfrentar a própria insegurança.


“Quando comecei a dançar, como tenho mais de 50 anos, fiquei um pouco envergonhada, tímida, com o corpo travado.”



Durante a entrevista, Rosangela contou que o incentivo recebido nas aulas foi fundamental para que aquela insegurança inicial diminuísse. Com o passar do tempo, ela ganhou confiança e passou a se sentir confortável dançando.


Sobre o que a dança representa atualmente em sua vida, a resposta foi direta:


“A dança representa liberdade.”


Rosangela relatou que as mudanças não ficaram restritas ao corpo. Para ela, a dança também teve impacto sobre autoestima, confiança e capacidade de expressão.


“A dança te dá um empoderamento. Você se sente dona de si, tem domínio do seu corpo e, através dela, expressa o que está sentindo e o que quer.”


“Dança também é terapia. É o meu momento, onde encontro pessoas com o mesmo propósito, me divirto e relaxo. Tudo isso está me fazendo um bem enorme.”


Um dos momentos mais marcantes dessa trajetória aconteceu muito cedo. Apenas dois meses depois de iniciar as aulas, Rosangela participou de sua primeira apresentação.


“Nunca me imaginei me apresentando em um teatro, e isso a dança me trouxe.”



Hoje, Rosangela faz aulas duas vezes por semana. Com uma nova apresentação prevista para setembro, acrescentou mais um dia de ensaio à agenda e passou a frequentar o estúdio três vezes por semana.


“Sempre é tempo de começar a fazer algo novo. A dança é prazerosa. Nossa escola tem muitas mulheres acima de 50 anos e, no início, é assim mesmo. Depois da primeira aula, você não quer mais fazer outra coisa.”


Questionada sobre qual palavra melhor resumiria tudo o que a dança trouxe para sua vida, Rosangela escolheu alegria.


“Porque me faz feliz.”


E, se pudesse voltar no tempo e conversar com a mulher que chegou insegura à primeira aula, deixaria um conselho:


“Não desista pelas dificuldades que você terá. Daqui a alguns dias, você verá que valeu a pena.”



Entre ensaios, apresentações e novas amizades, a história que Rosangela compartilhou, mostra que começar algo novo não precisa ser privilégio de determinada idade. Aos 57 anos, aquilo que começou com timidez tornou-se, nas palavras dela, liberdade e alegria.

 
 
 

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