Brasil segue longe da liderança em desempenho educacional na América do Sul
- Eric Rudhiery
- há 2 dias
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Chile e Uruguai aparecem à frente do país em avaliação internacional; novo resultado será divulgado pela OCDE em setembro
O Brasil permanece distante dos melhores desempenhos da América do Sul no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), principal avaliação internacional utilizada para comparar conhecimentos e habilidades de estudantes de 15 anos em matemática, leitura e ciências.
Nos resultados mais recentes disponíveis, referentes ao PISA 2022 e divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 5 de dezembro de 2023, o Brasil alcançou 379 pontos em matemática, 410 em leitura e 403 em ciências. A própria OCDE aponta que o desempenho brasileiro ficou abaixo da média dos países da organização nas três áreas avaliadas.
Entre os países sul-americanos participantes, o Chile apresentou os melhores resultados gerais, com 412 pontos em matemática, 448 em leitura e 444 em ciências. O Uruguai também ficou acima do Brasil nas três áreas, registrando 409 pontos em matemática, 430 em leitura e 435 em ciências.
Mesmo o país que lidera a região ainda enfrenta desafios. No Chile, apenas 44% dos estudantes atingiram pelo menos o nível considerado básico de proficiência em matemática, enquanto a média da OCDE foi de 69%.
O PISA não deve ser interpretado como um ranking absoluto da qualidade de toda a educação de um país. A avaliação mede competências de estudantes de 15 anos e permite comparar o desempenho dos sistemas educacionais em áreas específicas.
Os números, porém, estão prestes a ser atualizados. A OCDE confirmou que os primeiros resultados do PISA 2025 serão divulgados em 8 de setembro de 2026, pouco mais de duas semanas a partir de agora. A nova edição terá ciências como área principal e permitirá verificar se o Brasil conseguiu avançar e se Chile e Uruguai continuarão liderando o desempenho sul-americano.
Até lá, o PISA 2022 continua sendo a comparação internacional mais recente disponível, e mostra que o Brasil ainda tem uma distância considerável a percorrer para alcançar os melhores resultados educacionais da região.



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