Novo presidente da Colômbia parte para cima do crime: operações militares e prisões de segurança máxima marcam primeiros dias
- Eric Rudhiery
- 10 de ago.
- 2 min de leitura
Abelardo de la Espriella abandona política de conciliação, promete ofensiva contra grupos armados e inicia governo com medidas de “mão dura” na segurança pública

Poucos dias depois de assumir a Presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella começou a colocar em prática uma das principais promessas de sua campanha: uma ofensiva direta contra organizações armadas, narcotráfico e crime organizado.
Neste domingo, forças colombianas mataram seis integrantes de grupos armados em confrontos, numa das primeiras operações de impacto anunciadas pelo novo governo. A ação foi apresentada como um recado de que a estratégia de segurança do país mudou.
Outra medida chamou atenção já no primeiro dia da nova administração: 117 presos foram transferidos para unidades de segurança máxima. O objetivo declarado é dificultar que lideranças criminosas continuem coordenando atividades ilegais de dentro das prisões.
Durante a posse, De la Espriella prometeu endurecer o combate aos grupos que vivem do narcotráfico e anunciou que a Colômbia deixará para trás parte da estratégia de negociações adotada pelo governo de Gustavo Petro. O presidente também defende operações militares mais intensas, combate às plantações ilegais de coca e chegou à Presidência propondo megaprisões para criminosos de alta periculosidade.
A guinada ocorre em um momento delicado. Apenas um dia após a posse, um carro-bomba explodiu em uma praça de pedágio na rodovia Pan-Americana, próximo a Cali, deixando feridos e provocando novos alertas sobre a capacidade dos grupos armados de reagir à ofensiva governamental.
A nova política representa uma ruptura clara com o governo anterior. Enquanto Petro apostou na chamada “Paz Total” e na negociação com diferentes organizações armadas, De la Espriella chega ao poder defendendo que grupos que se recusarem a abandonar as armas deverão enfrentar a força do Estado.
A promessa de mão dura ajudou a levar o advogado e empresário à Presidência. Agora, porém, começa o teste mais difícil: demonstrar se uma ofensiva militar mais agressiva conseguirá reduzir a violência e recuperar territórios sem mergulhar novamente a Colômbia em uma escalada prolongada de confrontos.



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