Primeiro dia de campanha em Campo Grande tem adesivaços, atos religiosos e corrida pelas redes
- Eric Rudhiery
- 16 de ago.
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Candidatos ao Governo, Senado e Legislativo ocuparam ruas e redes sociais neste domingo (16); enquanto alguns promoveram grandes mobilizações, outros optaram por reuniões internas, gravações e preparação para debates.
A campanha eleitoral de 2026 começou oficialmente neste domingo (16) e já mudou a rotina política de Campo Grande. Adesivaços, inaugurações de comitês, atos religiosos, gravações de vídeos e intensa movimentação nas redes sociais marcaram as primeiras horas da disputa em Mato Grosso do Sul.
O Estado chegou ao início da campanha com 419 candidaturas registradas no sistema DivulgaCand, sendo oito para governador, dez para o Senado, 122 para deputado federal e 251 para deputado estadual.
Desde os primeiros minutos da madrugada, candidatos começaram a divulgar números, slogans e pedidos de voto. Alguns foram além das redes e colocaram as equipes imediatamente nas ruas.
Candidato à reeleição, Eduardo Riedel (PP) decidiu não realizar um grande lançamento próprio neste primeiro dia. A estratégia foi participar de atividades de candidatos aliados enquanto conciliava a campanha com compromissos oficiais do Governo.
Uma das primeiras paradas foi no comitê da candidata a deputada federal Viviane Luiza (PSDB), no Jardim São Lourenço. O evento também reuniu o candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL) e a primeira-dama Mônica Riedel. O governador afirmou que pretende aproveitar o início da campanha para acompanhar o maior número possível de candidatos proporcionais.
Fábio Trad (PT) abriu oficialmente a campanha com um ato que reuniu representantes católicos, evangélicos, espíritas, espiritualistas e de religiões de matriz africana.
Após o momento ecumênico, apoiadores participaram de um adesivaço na Via Park. Estiveram no lançamento a candidata a vice-governadora Gilda dos Santos, os candidatos ao Senado Vander Loubet (PT) e Soraya Thronicke (PSB), além de candidatos proporcionais, como Luiza Ribeiro (PT), que disputa a Assembleia Legislativa.
Trad afirmou que pretende voltar a concentrar esforços em Campo Grande na reta final da campanha, depois de percorrer municípios do interior.
João Henrique Catan (Novo) escolheu um adesivaço no centro de Campo Grande como primeiro ato de rua da campanha. O candidato também utilizou as redes sociais desde o início do domingo, apresentando sua candidatura sob o discurso de renovação política.
Já Renato Gomes (DC) adotou uma estratégia diferente. Percorreu pontos da região do Parque dos Poderes e transformou cada parada em vídeos sobre propostas de governo.
Passou pela Assembleia Legislativa, Comando-Geral da Polícia Militar, Imasul, posto de combustíveis e farmácia, tratando de temas como gastos públicos, valorização policial, saneamento, impostos sobre combustíveis e tributação de medicamentos.
Entre os demais candidatos ao Governo, Delcídio do Amaral (PRD) dedicou o domingo a reuniões internas, planejamento estratégico e alinhamento da equipe, sem agenda externa. Jeferson Bezerra (Agir) realizou gravações externas, mas sem evento público. Lucien Rezende (PSOL) não teve agenda pública e concentrou-se na preparação para debates, além da divulgação da candidatura nas redes. Até a atualização das agendas consultadas, Daniel Lemes (PCO) não havia divulgado compromisso público para o primeiro dia.
A disputa pelas duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado também começou movimentada.
Reinaldo Azambuja (PL) participou do lançamento de Viviane Luiza ao lado de Riedel e afirmou que pretende percorrer atos de candidatos aliados. O ex-governador declarou que sua campanha deverá priorizar propostas e evitar ataques pessoais.
Também pelo PL, Capitão Contar realizou um ato na Avenida Afonso Pena, com bandeiras e apoiadores. No discurso inicial, vinculou sua candidatura ao cenário político nacional e afirmou que pretende percorrer os municípios do Estado.
Vander Loubet (PT) iniciou a campanha no ato da coligação de Fábio Trad. O candidato afirmou que pretende buscar votos para além do eleitorado tradicional do PT e ampliar o diálogo inclusive com setores do agronegócio.
Soraya Thronicke (PSB) foi uma das que começaram mais cedo. Logo na madrugada, registrou a colocação dos primeiros adesivos de campanha e esteve na Rua 14 de Julho. Mais tarde, participou da abertura da campanha da chapa de Fábio Trad.
Roberto Oshiro (Novo) escolheu o tradicional Bon Odori, realizado pela comunidade nipo-brasileira em Campo Grande, para marcar o início de sua agenda eleitoral, relacionando a candidatura às próprias origens familiares.
Já Valter da Comagran (PRD) reuniu a equipe para discutir estratégias da campanha ao Senado.
Entre as candidaturas proporcionais, o modelo predominante também foi o contato direto com apoiadores.
Viviane Luiza (PSDB) inaugurou seu comitê de campanha para deputada federal, reunindo Riedel, Reinaldo Azambuja e outras lideranças.
Rose Modesto (União) marcou o início da campanha ainda na madrugada com a colocação dos primeiros adesivos em veículos no comitê.
Na disputa pela Assembleia Legislativa, Silvio Pitu (PSDB) realizou um adesivaço próximo à Praça do Papa, na região do Santo Antônio. O ato também contou com candidatos aliados.
Gerson Claro abriu a campanha à reeleição com outro adesivaço em Campo Grande, enquanto Luiza Ribeiro (PT) participou da mobilização da chapa de Fábio Trad na Via Park.
O primeiro dia mostrou duas estratégias claras em Mato Grosso do Sul: a política tradicional dos adesivaços, comitês e contato presencial e uma campanha cada vez mais dependente das redes sociais.
Riedel priorizou a estrutura de aliados; Fábio Trad apostou em mobilização coletiva e simbologia religiosa; Catan foi para o adesivaço; Renato Gomes apresentou propostas por vídeos; e candidatos ao Senado buscaram ocupar espaços diferentes da Capital.
Com centenas de candidatos proporcionais registrados, os atos citados representam as principais movimentações públicas encontradas e confirmadas em Campo Grande neste domingo, e não uma relação completa das atividades das 373 candidaturas a deputado.
A partir de agora, a tendência é de crescimento rápido das agendas de rua. O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa somente em 28 de agosto, deixando estas primeiras semanas concentradas principalmente em eventos presenciais, redes sociais e mobilização das bases eleitorais.



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