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URGENTE: Guerra EUA-Irã volta a escalar com novos ataques a navios e novas ameaças de Trump

  • Foto do escritor: Eric Rudhiery
    Eric Rudhiery
  • 11 de ago.
  • 2 min de leitura

Ataques em duas rotas estratégicas do comércio mundial deixaram seis mortos nesta terça-feira; negociações para encerrar o conflito voltaram a travar, enquanto Washington aumenta a pressão militar e econômica sobre Teerã.


A guerra entre Estados Unidos e Irã entrou em um novo momento de tensão nesta terça-feira (11), com ataques contra embarcações no Mar Vermelho e no Golfo de Omã, endurecimento das posições de Washington e Teerã e redução drástica da circulação de navios pelo Estreito de Hormuz.


No estreito de Bab el-Mandeb, rebeldes houthis alinhados ao Irã atacaram o cargueiro Tihamah, de propriedade egípcia. Quatro tripulantes, três paquistaneses e um indonésio, morreram. Dois integrantes de uma força iemenita que participavam do resgate também foram mortos em um novo ataque. Outras dez pessoas ficaram feridas.


Horas depois, o Comando Central dos Estados Unidos informou que um helicóptero da Marinha americana disparou dois mísseis Hellfire contra o navio Vela Nova, de bandeira panamenha, no Golfo de Omã. Segundo os militares americanos, a embarcação teria ignorado ordens para interromper sua viagem em direção a um porto iraniano durante o bloqueio naval imposto por Washington.


A situação também se agravou no Estreito de Hormuz, uma das principais rotas energéticas do planeta. Dados de navegação apontam que apenas seis embarcações atravessaram o estreito na segunda-feira, contra cerca de 130 a 140 navios por dia antes da guerra. Antes do conflito, aproximadamente um quinto dos fluxos mundiais de petróleo e gás natural liquefeito passava pela região.


As esperanças de um acordo diminuíram depois de novas exigências apresentadas pelos dois lados. O Irã afirma que Hormuz permanecerá fechado enquanto os Estados Unidos não aceitarem condições que incluem a liberação de ativos iranianos congelados e mudanças na política americana para conflitos da região.


Donald Trump, por sua vez, voltou a endurecer o discurso. O presidente americano afirmou que pode manter a pressão até que a economia iraniana se deteriore ainda mais ou recorrer novamente a uma ofensiva militar de grande intensidade. Washington também retomou o foco em sanções financeiras dentro da chamada Operation Economic Fury, enquanto mantém o bloqueio de portos ligados ao Irã.


Um entendimento preliminar firmado em junho perdeu força nas últimas semanas. Países como Qatar, Omã e Paquistão tentam aproximar Washington e Teerã, mas os novos ataques e as exigências apresentadas pelas duas partes colocaram novamente em dúvida uma solução rápida para o conflito.


O aumento da tensão atingiu imediatamente os mercados. O petróleo Brent encerrou o dia em US$ 88,91 por barril, enquanto o petróleo americano ficou em US$ 83,20, em meio ao temor de novas interrupções no transporte de energia pelo Golfo Pérsico e pelo Mar Vermelho.


Com ataques a navios, bloqueios marítimos e negociações novamente em impasse, o cenário desta terça-feira reduz as perspectivas de uma trégua imediata e aumenta o risco de uma nova escalada militar no Oriente Médio.

 
 
 

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