Entre treinos, estudos e ambição internacional, Isa Mileo projeta o futuro no basquete feminino
Atualizado: há 2 dias
Aos 18 anos, estudante-atleta da Eastern Florida State College e jogadora dos EFSC Titans, nos Estados Unidos, Isa Mileo fala ao Auctoritas Notícias sobre a rotina de alto rendimento, os desafios do basquete feminino e os sonhos que pretende alcançar dentro e fora das quadras.
Isa Mileo pertence a uma geração de atletas que cresce em duas arenas ao mesmo tempo: a da competição de alto rendimento e a da comunicação digital. Aos 18 anos, ela concilia uma rotina intensa de treinos com os estudos e com a produção de conteúdo, aproximando do público o cotidiano de quem constrói uma carreira esportiva ainda muito jovem.
Desde agosto, Isa vive uma nova etapa da carreira nos Estados Unidos. Ela estuda na Eastern Florida State College, em Melbourne, na Flórida, e integra a equipe de basquete EFSC Titans, conciliando a formação acadêmica com a continuidade de sua trajetória esportiva em nível universitário.
Na conversa com o Auctoritas Notícias, a atleta relembra como o basquete deixou de ser apenas uma atividade escolar para se tornar um projeto de vida. Ela também fala sobre a decisão de deixar a família para seguir o esporte, a necessidade de conciliar formação acadêmica e desempenho competitivo, a falta de espaço ainda enfrentada pelo basquete feminino e o desejo de viver experiências internacionais por meio das quadras.

Como começou sua relação com o basquete e em que momento você percebeu que o esporte poderia se tornar um projeto de carreira?
“O esporte sempre esteve muito presente na minha vida, pois meus pais me incentivaram desde cedo a praticar diversas modalidades, como natação, CrossFit, futebol, ginástica rítmica e vôlei. Porém, quando conheci o basquete, me apaixonei. Comecei com 11 anos, treinando na escola, apenas porque achava divertido e gostava das amizades que havia feito com as meninas do time. Com o passar do tempo, fui aprimorando meu jogo e tive a oportunidade de ir para um clube federado, onde joguei até os meus 16 anos. Então, recebi a proposta para jogar em São Paulo, e aceitar esse desafio foi um marco na minha trajetória. Mudar de cidade e integrar um novo ambiente competitivo me mostrou que o basquete faria parte da minha vida inteira e que abriria muitas portas para mim.”
Como é sua rotina de treinos, estudos e preparação para competir em alto nível ainda tão jovem?
“No geral, a rotina é bem puxada. Treinamos de duas a três vezes por dia, além das sessões de fisioterapia focadas na prevenção ou no tratamento de lesões. Apesar da carga intensa de treinos, faço questão de sempre encontrar tempo para estudar, pois acredito que o esporte e o estudo devem caminhar sempre lado a lado.”

Quais foram os principais desafios que você encontrou até aqui e o que mais aprendeu dentro e fora das quadras?
“Acredito que o maior desafio, sem dúvida, foi deixar minha família para trás para seguir meu sonho. A saudade é um sentimento constante e forte, mas entendo que ela faz parte do processo e que isso é necessário para que eu possa construir o meu próprio caminho. Com tudo isso, o que mais aprendi foi a ter paciência com o processo e com a minha própria evolução, além de aprender a valorizar e aproveitar a minha própria companhia.”
O basquete feminino brasileiro vive um momento de maior visibilidade. Como você enxerga essa nova geração de atletas e o espaço que vem sendo conquistado pelas mulheres no esporte?
“Apesar da visibilidade que temos hoje em dia, ainda acredito que ela é muito pequena. O basquete feminino deveria ser muito mais valorizado e ter muito mais espaço, principalmente no Brasil, onde o potencial é enorme. Eu vejo que essa nova geração vem com muita força e talento, mas, para que a gente possa crescer de verdade, a estrutura e o investimento precisam acompanhar esse ritmo e dar o suporte que as atletas merecem.”

Quais são seus principais objetivos para os próximos anos e onde você sonha chegar com o basquete?
“Para os próximos anos, meus principais objetivos são focar na minha formação acadêmica e continuar evoluindo cada vez mais no basquete. Com o esporte, meu grande sonho é poder viajar o mundo, conhecer diferentes culturas e viver experiências internacionais incríveis por meio das oportunidades que as quadras podem me proporcionar. Acima de tudo, quero dar muito orgulho à minha família, que sempre me apoiou e esteve comigo em cada passo; quero construir uma trajetória sólida e aproveitar ao máximo todas as portas que esse caminho vai abrir.”
A fala de Isa revela uma carreira que ainda está no início, mas já atravessada por escolhas que exigem maturidade: mudar de cidade, suportar a distância da família, organizar uma rotina de treino de alto rendimento e manter a formação acadêmica como parte do projeto pessoal.
Ao mesmo tempo, sua presença nas redes sociais amplia a dimensão dessa trajetória.
Entre metas acadêmicas, evolução técnica e uma experiência internacional que já começou a tomar forma, Isa Mileo vive uma etapa decisiva: a de transformar potencial, disciplina e oportunidades em uma trajetória consistente no basquete feminino, agora também além das fronteiras do Brasil.
Redes oficiais
Instagram: @isamileo
TikTok: @isamileoo
Nota editorial: as respostas foram revisadas apenas em ortografia, pontuação e concordância, sem alteração do sentido das declarações.
Editado e revisado pelo diretor de Marketing, Eric Rudhiery Albuquerque.



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