Professores da Reme aprovam reajuste salarial após negociação e encerram impasse com a Prefeitura.
- Giovana Cáceres

- há 7 dias
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Acordo prevê aumento de 5,4% em três parcelas, contempla efetivos, temporários e convocados e estabelece calendário de acompanhamento da valorização da carreira.

Após semanas de negociações entre a Prefeitura de Campo Grande, a ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) e representantes da Câmara Municipal, os professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) aprovaram, em assembleia realizada nesta segunda-feira (13), a proposta que garante o pagamento do reajuste de 5,4% do piso nacional do magistério.
A decisão encerra o impasse iniciado após a paralisação da categoria em junho e marca um novo momento de diálogo entre o Executivo e os profissionais da educação.
A proposta aprovada é resultado de uma reformulação apresentada pela Prefeitura depois que uma versão anterior havia sido rejeitada pelos professores.
Pelo acordo, o reajuste será concedido de forma escalonada. A primeira parcela, de 2%, será paga em setembro deste ano.
Outros 1,4% serão incorporados aos salários em dezembro, e os 2% restantes passam a valer a partir de janeiro de 2027. O cálculo será realizado com base na folha de pagamento referente ao mês de agosto.
O reajuste alcançará professores efetivos, temporários, convocados e profissionais remunerados por aulas complementares, garantindo que todos os segmentos da Rede Municipal de Ensino sejam contemplados pelo acordo.
Além da recomposição salarial, a proposta estabelece que a Prefeitura publique a nova tabela de vencimentos e mantenha reuniões mensais com representantes da categoria para acompanhar as políticas voltadas à educação e discutir demandas da carreira.
Outro ponto definido durante as negociações foi o adiamento da discussão sobre a incorporação dos 3% previstos em legislação municipal.
O tema será retomado em 2027 por uma comissão composta por representantes da Prefeitura, da ACP e da Câmara Municipal, que ficará responsável por dar continuidade às tratativas.
Para o presidente da ACP, Gilvano Bronzoni, embora o resultado não represente a proposta inicialmente defendida pelo sindicato, o acordo garante avanços importantes para a categoria.
"Não foi o formato que desejávamos, mas conseguimos assegurar o reajuste e garantir que nenhum grupo de professores ficasse de fora do acordo", afirmou.
As negociações envolveram diversas reuniões entre representantes da administração municipal, do sindicato e do Legislativo, que atuaram na busca de uma solução para atender às reivindicações da categoria e preservar o equilíbrio das contas públicas.
Com a aprovação da proposta pela assembleia, a expectativa é de que o calendário de pagamento seja cumprido conforme o cronograma estabelecido, encerrando um período de impasse e abrindo espaço para a continuidade do diálogo sobre a valorização dos profissionais da educação em Campo Grande.
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