Rússia bombardeia Ucrânia às vésperas de negociações de paz
- Eric Rudhiery Albuquerque

- 27 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Drones e mísseis russos atingiram Kiev e outras regiões da Ucrânia neste sábado, horas antes do que o presidente Volodymyr Zelensky classificou como uma reunião decisiva com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltada à busca de um acordo para encerrar quase quatro anos de guerra.
O ataque em larga escala ocorreu durante a madrugada e se estendeu ao longo da manhã, elevando novamente o nível de tensão às vésperas das negociações diplomáticas.
Segundo Zelensky, a ofensiva envolveu cerca de 500 drones e aproximadamente 40 mísseis, provocando danos severos à infraestrutura da capital ucraniana. Parte de Kiev ficou sem fornecimento de energia elétrica e aquecimento, situação agravada pelas temperaturas próximas de zero grau. Para o presidente ucraniano, a ação militar representa uma resposta direta de Moscou às tentativas de mediação lideradas por Washington.
Antes dos ataques, Zelensky havia informado que o encontro previsto para domingo, na Flórida, teria como foco central a definição dos territórios que permaneceriam sob controle de cada lado em um eventual acordo de cessar-fogo. O conflito, iniciado com a invasão russa em 2022, é considerado o mais letal em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial.
O alerta aéreo em Kiev durou quase dez horas, sendo encerrado apenas no fim da manhã. Autoridades locais confirmaram a morte de uma pessoa na região metropolitana da capital e relataram ao menos 19 feridos dentro da cidade, entre eles duas crianças. Diante do cenário, Zelensky voltou a cobrar uma postura mais firme dos Estados Unidos e da Europa, afirmando que a intensificação dos ataques durante o período de Natal e Ano Novo exige respostas mais enérgicas contra Moscou.
Moradores relataram explosões desde as primeiras horas do dia, enquanto os sistemas de defesa aérea ucranianos tentavam interceptar os ataques. A Força Aérea da Ucrânia informou que os drones russos atingiram não apenas Kiev, mas também regiões do nordeste e do sul do país. Sete distritos da capital registraram danos, com incêndios em pelo menos três edifícios residenciais de grande porte.
A operadora estatal de energia Ukrenergo confirmou que instalações elétricas foram atingidas em várias partes do país, incluindo a capital e áreas vizinhas, o que levou à adoção de cortes emergenciais no fornecimento de eletricidade. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, cerca de um terço de Kiev ficou sem aquecimento, em meio a temperaturas em torno de 0 °C na manhã deste sábado.
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Creio que quase ninguém desjea uma terceira guerra mundial, visto que os prejuízos serão extremamamente maiores do que os possíveis desejáveis ganhos, quer sejam políticos, quer sejam financeiros; contudo, o egóismo é iuma caracter´sitica ao ser chamado humano. O adjetivo humano deveria ser desatrellado daquilo que é bom, construtivo, amoroso, solidário, pacífico e tantos outro adjetivos que direcionam ao homem; haja constraste!
A Europa, mormente, e muitos outros países tem sido covardes por permititrem essa destruição putínica da Ucrânia. Parece-me que só resta aos verdadeiros impotentes -- os não europeus e grandes potências -- aguardar que ao menos a história faça justiça à Ucrânia.
Resta-me uma pergunta: quem reconstruirá a Ucrânia? Deveria ser a Rússia! Mas se as potências não…